sábado, 2 de outubro de 2010

Viagem no tempo?


O De Lorean da série Back to the Future: uma das máquinas do tempo fictícias mais charmosas jamais criadas.

Viagem no tempo se refere ao conceito de mover-se para trás e para frente através de pontos diferentes no tempo, em um modo análogo à mobilidade pelo espaço. Algumas interpretações de viagem no tempo sugerem a possibilidade de viajar através de realidades paralelas. A possibilidade real de uma viagem no tempo é, hoje em dia, praticamente nula do ponto de vista prático, devido ao fato de que as partes responsáveis pela descoberta de meios para se efetuar uma viagem temporal não terem conseguido ainda produzir a tecnologia capaz de possibilitar a viagem.

O conceito é constantemente abordado na ficção-científica, sendo que o mais famoso autor de obras sobre o tema é H. G. Wells.

No meio científico o tema da viagem no tempo é de circulação bastante discreta; supõe-se que, ou os cientistas são ridicularizados por pesquisarem seriamente um assunto que, se diz, seja infértil, ou os avanços na área, se existentes, são tão secretos que ninguém fala a respeito. No entanto, o estudo das viagens do tempo e de outras consequências das teorias da física pode mudar a nossa perspectiva sobre o universo.

Física

Atualmente, os físicos estão convencidos que as viagens no tempo são muito improváveis. Esta crença é o resultado da aplicação da Navalha de Occam. Qualquer teoria que permita viagens no tempo teria que resolver os problemas relacionados com causalidade , e na ausência de provas experimentais que demostrem que as viagens do tempo são possíveis, é mais simples, do ponto de vista teórico, supor que não são. De fato, Stephen Hawking terá sugerido que a ausência de turistas vindos do futuro é um excelente argumento contra a existência de viagens no tempo. No entanto, existem soluções da Teoria Geral da Relatividade de Einstein que permitem viagens no tempo (como a famosa solução encontrada por Kurt Gödel), mas algumas destas soluções exigem que o universo tenha características que não parece ter. Se fosse possível viajar mais rápido que a luz, então, de acordo com a relatividade, as viagens no tempo seriam possíveis.

1ª Possibilidade

Os buracos-de-minhoca foram propostos como vias para viajar no tempo. Um buraco de minhoca funcionaria hipoteticamente da forma que se explica a seguir: O buraco de minhoca é criado de alguma forma. Uma das extremidades do buraco de minhoca é acelerado até velocidades próximas da luz, talvez com a ajuda de uma nave espacial sofisticada, e em seguida desacelerado até à velocidade original. Devido à dilatação do tempo, na parte acelerada do buraco de minhoca o tempo passou muito mais devagar. Um objeto que entra no buraco de minhoca a partir da parte não acelerada viajará até ao outro lado até o passado. Este método tem uma limitação: não é possível viajar a épocas anteriores à criação da máquina; na prática, forma-se uma espécie de túnel para uma região que ficou relativamente parada no tempo, mas não se cria uma máquina capaz de viajar a qualquer época que se deseja. Isto explicaria por que a observação de Stephen Hawking exposta acima não é correta: não vemos os turistas do tempo porque, teoricamente, eles só poderiam viajar até à época em que o primeiro buraco de minhoca foi criado, e isso ainda não aconteceu.

Porém criar um buraco de minhoca não é uma tarefa fácil. A energia necessária para criar um buraco de minhoca suficientemente grande e estável para lá caber uma nave espacial e para mover uma das suas extremidades a grandes velocidades é várias ordens de grandeza maior que a energia que o Sol produz ao longo da sua vida.

E a matéria necessária para criar um buraco de minhoca pode nem existir. Um buraco de minhoca teria que ser construído com uma substância conhecida por matéria exótica, ou matéria negativa, cuja existência ainda não foi comprovada, apesar de ninguém ainda ter provado que não existe numa forma útil para criar buracos de minhoca (Sendo assim, é improvável que um buraco de minhoca venha alguma vez a ser construído, mesmo por uma civilização tecnicamente muito mais avançada que a nossa.


2ª Possibilidade

Outro método que poderá permitir as viagens no tempo é a rotação de um cilindro. O cilindro tem que ser longo, denso e deve rodar à volta do seu eixo a velocidades elevadas. Se uma nave seguir um percurso em forma de espiral em torno do cilindro conseguirá viajar para trás no tempo. No entanto, a densidade e as velocidades necessárias são tão elevadas que não existe nenhum material suficientemente forte para construir o cilindro. Um mecanismo semelhante poderá ser construído a partir de uma corda cósmica, mas não são conhecidas cordas cósmicas e nem parece ser possível construí-las.

O físico Robert Forward notou que uma aplicação ingênua de relatividade geral para mecânica quântica sugere uma outra maneira para construir uma máquina do tempo. Um próton num forte campo magnético iria se deformar num cilindro, cuja densidade e "spin" seriam suficientes para construir uma máquina do tempo. Raios gama projectados no cilindro possivelmente iriam permitir que informação (não matéria) fosse emitida para trás do tempo.

No entanto, tudo indica que, até a concepção de uma única teoria combinando relatividade e mecânica quântica, não se terá a menor idéia se tal especulação é ou não absurda. Tem sido sugerido que a teleportação quântica ou o paradoxo de EPR poderão ser utilizados para comunicações transmitidas a velocidades superiores à da luz. No entanto, estas experiências são apenas novos métodos de transmitir informação quântica, e não permitem transmitir informação clássica. A confusão entre as duas formas de informação tem sido espalhada pela cobertura jornalística das experiências de teleportação e não tem fundamento.

A teoria especial da relatividade de Einstein permite viagens no tempo para o futuro devido à dilatação do tempo. Para isso basta que o viajante acelere até atingir velocidades próximas à da luz. Apesar de não se saber com certeza se é possível voltar à época inicial, o dr. Ronald Mallett alega estar à beira da construção de uma máquina que permita viagens ao passado e futuro. O dr. Mallet expôs suas teorias no documentárioThe World's First Time Machine, do Discovery Science.


Viagens no tempo na ficção científica

As viagens no tempo são um tema frequente na ficção científica. O tratamento que a ficção científica dá às viagens do tempo pode ser dividida em duas categorias principais:

1. A História é consistente e nunca poderá ser mudada
1.1 Os personagens não têm controle sobre a viagem no tempo. efeito Morphail.
1.2 Aplica-se o princípio de auto-consistência de Novikov (do Dr. Igor Novikov, Professor de Astrofísica da Universidade de Copenhague)
1.3 A alteração do passado não muda a História, mas cria uma História paralela.
2. A História pode ser alterada
2.1 A História tem uma grande resistência à mudança
2.2 A História pode ser mudada facilmente (Back to the future)
TARDIS da série Doctor Who.

A cada uma destas categorias correspondem os universos de Tipo 1 e de Tipo 2. As viagens num universo de tipo 1 não provocam paradoxos, embora os eventos em 1.3 possam parecer paradoxais.

Na situação 1.1, as leis da física limitam as viagens do tempo de modo a que os paradoxos não sejam possíveis. Se alguém tentar criar um paradoxo, deixa de ser capaz de controlar a viagem no tempo e acontecem coisas inesperadas. Michael Moorcock descreve uma forma deste principio e chama-o "efeito Morphail".

Na situação 1.2, o princípio de auto-consistência de Novikov afirma que a existência de um método para viajar no tempo obriga que os acontecimentos permaneçam auto-consistentes (i.e. sem paradoxos). As tentativas para violar a consistência estão condenadas ao fracasso, mesmo que tenham que ocorrer acontecimentos bastante improváveis.

Exemplo: o personagem possui um aparelho que permite o envio de um único bit de informação para um momento preciso no tempo. O personagem recebe esse bit às 10:00:00 PM, mas não recebe mais nenhum durante 20 segundos. Se o personagem enviar um bit para as 10:00:00 PM tudo corre normalmente: o bit é recebido. Mas se ele enviar um bit para as 10:00:15 PM (um momento em que nenhum bit foi recebido), o transmissor não funcionará. Ou o personagem não o receberá por estar distraído por outros eventos. Um excelente exemplo deste tipo de universo pode ser encontrado no romance literário Timemaster de Robert Forward.

Na situação 1.3, os eventos que aparentam ter causado um paradoxo criam na realidade uma nova linha do tempo. A antiga linha do tempo continua a existir. O viajante no tempo abandonou essa linha do tempo e encontra-se agora em outra. O problema desta explicação é que viola o princípio da conservação de massa e energia. Se o viajante abandona um universo para entrar em outro, o universo original perde massa. Por isso, o mecanismo de viagem no tempo envolve provavelmente uma troca de massas entre universos.

Num universo em que as viagens no tempo são permitidas mas não se permitem paradoxos, o momento presente é o passado de um observador futuro, todos os eventos estão fixos e não há livre arbítrio (apesar de existir a ilusão de livre arbítrio). A História é como uma fita de um filme onde tudo já está fixo.

As viagens do tempo num universo de tipo 2 são mais difíceis de explicar. O maior problema consiste em explicar como é que mudanças no passado não parecem mudar significativamente a História. Uma explicação possível sugere que logo que a História é mudada, todas as memórias são automaticamente alteradas de modo a reflectir essa mudança. Nem o personagem que muda a História perceberá de tê-lo feito porque não se lembraria do como as coisas eram antes.

Num universo destes seria muito difícil a um personagem saber se vive num universo de tipo 1 ou tipo 2. No entanto, ele poderia descobrir que está num universo de tipo 2 através das evidências seguintes: a) é possível viajar no tempo e b) as evidências sugerem que a História nunca mudou como resultado de ações tomadas por alguém que se lembre delas, embora existam provas de que as pessoas estão sempre a mudar a sua própria linha do tempo.

Larry Niven sugere que num universo tipo 2.1 a melhor forma do universo "corrigir" as alterações da História consiste em impedir a descoberta de formas de viajar no tempo, e que num universo de tipo 2.2, um número muito grande (ou mesmo infinito) de viajantes vão causar um número infinito de mudanças na História até que esta se estabilize em uma versão na qual formas de viajar no tempo não seriam descobertas.

Uma variante dessa modalidade está no "Fim da Eternidade", de Isaac Asimov, onde as mudanças na História causam desvios mas depois se ajustam a uma linha-mestra. A depender da alteração, pode ser um desvio ínfimo, ou um de séculos, mas existiria uma espécie de inércia no percurso da História.

Em muitos livros de ficção científica, as viagens são feitas com máquinas do tempo, mas em alguns casos, as viagens são feitas graças aos poderes mentais dos personagens, como no livro Time And Again de Jack Finney. No livro de Poul Anderson,There Will Be Time, no filme Efeito borboleta e no seriado journeyman, viajar no tempo é uma capacidade inata que só alguns possuem.

RETIRADO DE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Viagem_no_tempo


Máquina do tempo

Máquina do tempo é o termo que comumente se refere à ferramenta que permite um deslocamento através do tempo de uma maneira não-natural, possibilitando que o objeto de sua ação, seja o passageiro (da máquina), o operador ou alvo dela, se mova de, ou para, o passado, o presente ou o futuro.

Naturalmente, tudo viaja no tempo, pois quando acabar de ler esta frase o leitor terá viajado no tempo de alguns segundos.

Embora imaginada e perseguida pela sociedade humana, a máquina do tempo nunca foi construída com sucesso, sendo sua atividade restrita a obras de ficção científica, nas quais já teve distintas interpretações: em algumas a máquina do tempo era um veículo, em outras era portal, em outras era uma arma, e uma infinidade de "modos" com que ela possa tomar forma concreta.

Há, também, muitas probabilidades de acontecimentos em uma viagem no tempo. Uma delas é a do passado imutável. Como no clássico da TV Túnel do Tempo, as tranferências temporais acontecem, porém, acabam fazendo parte do que realmente aconteceu. Ou seja, se uma pessoa volta no tempo e interfere nos acontecimentos do passado, quando ela retornar ao seu tempo natural, todos os acontecimentos que ele mudou, sempre fizeram parte da sua lembrança, ou seja, mesmo que ela mude mil vezes o passado, todos esses acontecimentos sempre farão parte de sua história real.

[editar]As Teorias

Como se sabe pela Teoria da Relatividade de Albert Einstein, o tempo passa mais lentamente para qualquer objeto em movimento ou sob a ação de um campo gravitacional importante. No caso do movimento, é necessário viajar a uma velocidade próxima à da luz (299 792 458 m/s) (ver velocidade da luz) para que esse efeito seja perceptível. Com isto o tempo para o indivíduo em movimento passa mais devagar do que para quem não está em movimento, de modo que quando o viajante retornar ele estará mais jovem do que os que não viajaram com ele. Um exemplo: se o relógio em deslocamento nesta velocidade marca que passaram 12 horas, os em repouso marcam muito mais: uma década, por exemplo. Isto quer dizer que o viajante viajou dez anos no futuro. Infelizmente, de acordo com a Teoria da Relatividade, quanto mais um corpo for acelerado mais massa ele ganha. Então não há, nem haverá, um motor suficientemente potente para acelerar tal corpo. Pode-se tomar como exemplo um homem de 80 kg que, ao atingir 99,999999999% da velocidade da luz, teria uma massa de 5600 toneladas e, se conseguisse alcançar os 100% da velocidade da luz, sua massa seria infinita.

Teoricamente existem os wormhole (ou seja "buraco de minhoca"), que servem como atalho entre dois pontos distantes no universo, como o Espaço e o Tempo estão unidos formando o Espaço-Tempo, os buracos de minhoca servem de atalho não só através do Espaço mas também através do Tempo. No cinema, a trilogia De Volta para o Futuro (Back to the Future, no original) explorava este tema. Na série, um carro construído por um cientista era a máquina do tempo.

RETIRADO DE:http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_do_tempo

Paradoxo temporal

Em ficção científica, o paradoxo temporal é um fenômeno derivado das viagens no tempo para o passado. Quando o viajante do tempo vai para o passado, sua presença perturbadora, na maioria das vezes, gera resultados logicamente impossíveis, ou seja, um paradoxo.

Um clássico exemplo é o paradoxo da causa e efeito: se o viajante altera algum evento passado com o objetivo de mudar o futuro, assim que o fizesse deixaria de existir o motivo original e consequentemente a própria viagem. O motivo da viagem é a sua causa, se ele desaparecer, a viagem, que é seu efeito, também desaparece. Os autores de ficção buscam resolver os paradoxos admitindo a coexistência de universos paralelos possibilitando que as alterações nos fatos passados possam gerar futuros alternativos.

Exemplos

  • Paradoxo do avô - o viajante volta no tempo e mata seu avô na infância, tornando impossível a sua própria existência;
  • Paradoxo da duplicação - o viajante volta poucas horas e encontra consigo mesmo, impedindo que faça a viagem no tempo, alterando assim sua própria História e criando uma duplicata permanente;
  • Paradoxo final - a pessoa volta ao passado e impede que a tecnologia que o levou ao passado seja inventada.


Um Viajante do Tempo flagrado em foto de Museu?

Viajante do tempo?

“Reabertura da ponte de South Fork depois da inundação de novembro de 1940. 1941 (?) – Ponte South Fork, Gold Bridge, B.C., Canadá”

É a descrição para a fotografia exibida na seção online de histórias do Museu Bralorne Pioneer de British Columbia, Canadá. A imagem pode ser vista especificamente nesta página (role até a metade), em meio a outros itens que seriam do acervo da exposição virtual. Notou algo diferente?

O homem que parece usar óculos escuros modernosos ainda se veste de maneira despojada – para os padrões bem atuais – e segura uma câmera fotográfica portátil.

A conclusão não poderia ser outra: seria um viajante do tempo capturado em 1940!

Se a história que lembra o enredo de um filme já parece fantástica, o detalhe mais engraçado que encontrei ao me deparar com mais esta lenda que nasce pela rede foi a resposta a um comentário cético – ou cínico – sobre como parece duvidoso que um viajante do tempo resolva visitar a reabertura de uma ponte nos confins do Canadá em 1940 ao invés de algo um pouco mais interessante historicamente, como a crucificação de Jesus ou o nascimento de Hitler.

Ao que veio a resposta: “Claro, porque até onde sabemos nada de importante aconteceu naquele local, naquela data, certo? Quem garante que em outra linha temporal algo extraordinário não deveria ter ocorrido?”.

Realmente, quem garante? Mas antes de mergulhar de cabeça em fabulosos roteiros de Hollywood, voltemos um pouco à realidade. A fotografia realmente mostra um viajante do tempo?

A fonte

Como já comentamos, a imagem está disponível no sítio online oficial dos museus do Canadá. Seria parte da exibição “Their Past Lives Here”, que teria sido exposta pelo menos desde o ano de 2004. Parece estar online desde fevereiro deste ano, possivelmente antes. A imagem com o “viajante do tempo” só foi notada como tal no final de março, quando foi indicada em alguns dos principais sítios onde este tipo de história pode ser disseminada: o fórum Above Top Secret, o agregador FARK e outros.

A princípio, dada a fonte, confiaríamos que seria uma fotografia autêntica, tomada pouco depois de 1940. Uma Error Level Analysis sugere que a imagem não foi manipulada digitalmente, ou pelo menos que, se foi, o manipulador foi perspicaz o suficiente para normalizar o erro por toda a imagem.

Como explicar o “viajante do tempo”?

viajantes

Nem tão fora de lugar

Como alguns membros do fórum ATS, como “Outkast Searcher”, notaram, apesar de parecerem muito modernas as roupas e mesmo os óculos vestidos pelo sujeito podiam ser encontrados na década de 1940. Abaixo vemos óculos similares usados pela atriz Barbara Stanwyck no filme “Double Indemnity” (1944):

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Já as roupas também podem ser encontradas na época. Acostumados como estamos à moda atual, presumimos que o homem veste uma camiseta com uma estampa, algo um tanto anacrônico. Note contudo que ele poderia bem estar usando, e em verdade tudo indica que estava usando ao invés uma blusa. E blusas com insígnias bordadas não eram tão raras:

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O casaco poderia ser um casaco crochetado à mão com botões à frente. Algo que sem dúvida já existia na década de 1940.

Finalmente, apesar de alguns comentários sobre a câmera também ser anacrônica, o fato é que não é possível ver bem seus detalhes. Sem dúvida é uma câmera antiga. Já se encontraram câmeras de poucos anos depois muito similares, e é mais do que plausível que se encontre um modelo idêntico disponível no início da década de 1940.

Isto é: ainda que esta foto seja autêntica, que retrate fielmente uma cena, um homem e seus curiosos óculos e roupas há 70 anos atrás, não deve ser por si só a prova que tantos gostariam de um viajante do tempo.

Nem tão novo

Apesar de ser uma nova história sensacional a partir de uma fotografia disponível em museu online canadense, histórias e mesmo imagens de supostos viajantes do tempo não são novidade. A lenda mais circulada na rede é a de Andrew Carlssin, o viajante do tempo do século 23 que apareceu subitamente em Wall Street no ano de 2003. Aos que levem a história a sério, é preciso informar que foi inventada pelo tablóide Weekly World News, conhecido por histórias absurdas como a pílula para eliminar flatulência, e que explorou toda a saga com bom humor.

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Também há a história de John Titor, um enredo elaborado envolvendo um viajante do tempo participando em fóruns de discussão pela rede! Apesar do que algumas páginas na rede lhe dirão, é preciso informar que quase todas as previsões que “Titor” fez sobre o futuro de onde veio mostraram-se incorretas. Incluindo a criação de mini-buracos negros em 2001 e uma guerra civil que se iniciaria em 2004 nos EUA, eventos que fariam com que não fossem mais realizados jogos olímpicos depois dessa data. Nada disso se concretizou.

Há alguns anos também circulou, se bem me lembro, a fotografia de um sujeito com um corte de cabelo em estilo “Moicano” frequentando um festival, anos antes que tal estilo se tornasse comum com o movimento punk. Infelizmente não pude encontrar referência a este episódio (teria sido apagado pelos viajantes do tempo?), mas pelo que me lembro os comentários já haviam notado que embora incomum, o corte de cabelo “moicano” não era tão raro assim mesmo antes de se popularizar. Precede mesmo a tribo Moicana.

Tudo lenda, tudo ficção, tudo engano.

Fim de assunto?

Por certo que não! Apesar de tudo sugerir que a imagem seja autêntica e retrate um homem um tanto deslocado, mas não no tempo, é possível que seja sim uma manipulação digital. Afinal, inserir figuras modernas em imagens antigas não é nada difícil. Uma série que fez sucesso recentemente coloca super-heróis modernos em fotos históricas:

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É possível que uma fraude elaborada inserisse uma fotografia manipulada entre o acervo de um pequeno museu canadense? Bem, é possível.

Olhemos de novo a fotografia. Preste atenção no braço direito do “viajante” segurando a câmera: uma olhada mais atenta sugere que o braço direito pertence em verdade ao homem de terno atrás dele. Por que o braço de outro homem estaria nesta posição? Há mesmo espaço para o “viajante do tempo”, que já parece muito alto, ficar de pé nessa imagem?

viajantes

Ou seria apenas uma perspectiva incomum, sendo que o braço do homem ao fundo apenas parece estar sobre nosso “viajante do tempo”, chegando mesmo a tocar a máquina fotográfica? Ou seria mesmo o braço do “viajante do tempo”, apenas em uma posição diferente?

Se esta é uma manipulação digital, por que seu autor inseriria um homem com trajes que embora incomuns, sim poderiam ser encontrados na década de 1940? Por que colocar em suas mãos uma máquina fotográfica que parece à primeira vista apenas alguns anos fora de época? Por que não inserir o logotipo de uma empresa criada décadas depois, como NIKE?

Muitas perguntas, para a resposta de que este que escreve aqui simplesmente não sabe se a fotografia é ou não autêntica. É preciso deixar claro que, com certeza, e até onde sabemos, não é algo como uma prova da viagem no tempo. Afinal, repetindo, tudo que o homem veste poderia ser encontrado em 1940. Mas realmente não posso dizer se ou por que poderia ser forjada. Presumo que seja autêntica e que o braço deslocado seja apenas uma perspectiva incomum, porém preciso admitir minha incerteza.

RETIRADO DE: http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/3485/um-viajante-do-tempo-flagrado-em-foto-de-museu

“Se a Viagem no Tempo for possível nos próximos 50, 60 anos, eu participarei de uma experiência com Viagem no Tempo e tentar voltar no tempo exatamente para o dia 13 de Agosto de 2005, as 15 horas.

Para fazer essa experiência, vou estar no dia 13 de Agosto de 2005 na Praça Dizengoff (Tel Aviv, Israel) a partir das 14 horas, esperando o meu ‘eu do futuro’ aparecer e me provar e provar ao mundo que Viagem no Tempo sera possível no futuro.

Se ninguém aparecer ou nada de incomum acontecer nesse local até as 18 horas, vou considerar que pelo menos eu, ou nenhuma das pessoas envolvidas nesse experimento, teve contato algum com nenhum sistema de Viagem no Tempo em suas vidas.”

“Eu posso pensar em meia dúzia de modos pelos quais nós podemos não ser varridos por viajantes do tempo, e ainda assim a viagem no tempo ser possível.

Em primeiro lugar, pode ser que você possa construir uma máquina do tempo para ir ao futuro, mas não ao passado, e nós não sabemos disto porque nós ainda não inventamos tal máquina do tempo. Em segundo lugar, poderia ser que a viagem no tempo ao passado é possível, mas eles ainda não chegaram ao nosso tempo, eles estariam muito distantes no futuro e quanto mais você regride no tempo, mais dispendioso seria. Em terceiro lugar, talvez a viagem no tempo ao passado seja possível, mas só até o momento em que viagem no tempo é inventada. Nós ainda não a inventamos, assim eles não podem vir a nós. Eles podem ir tão ao passado quanto fosse, digamos ao ano 2300, mas não além disso.

Então há a possibilidade de que eles já estão aqui, mas nós não os vemos. Eles têm sistemas de invisibilidade perfeita ou algo assim. Se eles têm tal tecnologia altamente desenvolvida, então por que não? Então há a possibilidade de que eles estão aqui e nós os vemos, mas nós os chamamos de qualquer outra coisa — OVNIs ou fantasmas ou duendes ou fadas ou algo assim. Finalmente, há a possibilidade de que a viagem no tempo é perfeitamente possível, mas requer um grande avanço em nossa tecnologia, e a civilização humana se destruirá antes que viajantes do tempo a inventem.

Eu estou seguro de que há outras possibilidades também, mas se você apenas pensar nessa gama de possibilidades, eu não acho que o fato de que nós não estamos sendo obviamente visitados por viajantes do tempo mostre que a viagem no tempo é impossível.”

RETIRADO DE: http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/4/13agosto2005

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